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Qual é o fiorde mais bonito da Noruega para visitar

Publicado 27. maio 2025 Atualizado 26. junho 2026

Qual é o fiorde mais bonito da Noruega para visitar?

Não existe uma resposta única e indiscutível, mas há um consenso sólido entre viajantes, guias de viagem e organismos internacionais: os dois fiordes mais belos da Noruega são o Geirangerfjord e o Nærøyfjord, ambos classificados como Património Mundial da UNESCO desde 2005. A National Geographic Society chegou a considerá-los o melhor destino de património natural do planeta. A escolha entre eles depende sobretudo do tipo de paisagem e de experiência que se procura: o Geirangerfjord é grandioso e dramático; o Nærøyfjord é estreito, íntimo e selvagem. Este artigo compara os principais candidatos ao título de "fiorde mais bonito" e explica o que mudou na forma de os visitar em 2026.

Geirangerfjord: o mais espetacular

Com cerca de 15 quilómetros de extensão, o Geirangerfjord é frequentemente apontado como o mais deslumbrante de todos os fiordes noruegueses. As suas paredes rochosas verticais erguem-se até 1400 metros acima do nível do mar e mergulham mais de 260 metros abaixo das águas de tom turquesa. É aqui que se encontram algumas das cascatas mais célebres do país, como as Sete Irmãs (De syv søstrene) e o Pretendente (Friaren), que caem de alturas vertiginosas frente a frente.

Outro traço distintivo são as antigas quintas abandonadas, encarrapitadas em socalcos estreitos centenas de metros acima da água, testemunho de uma vida agrícola que parece desafiar a gravidade. O Geirangerfjord recebe cerca de 800 000 visitantes por ano, metade dos quais chega por navio de cruzeiro — o que faz dele, ao mesmo tempo, o mais célebre e o mais concorrido. Quem procura cenários monumentais e movimento dificilmente ficará desiludido.

Nærøyfjord: o mais íntimo e preservado

Braço do imenso Sognefjord, o Nærøyfjord estende-se por cerca de 18 quilómetros e estreita-se até apenas 250 metros nalguns pontos, o que cria uma sensação de proximidade quase irreal entre o barco e as montanhas. É considerado o ramo mais belo e intocado de toda a região do Sognefjord. Encostas abruptas, vales suspensos, cumes nevados, cascatas e pequenas aldeias compõem um cenário sereno e bravio.

Se o Geirangerfjord transmite energia e espetáculo, o Nærøyfjord oferece silêncio e contemplação. Para muitos viajantes, é precisamente esta atmosfera tranquila que o torna o mais bonito. Combina-se com facilidade com a histórica linha ferroviária de Flåm (Flåmsbana) e com o povoado de Gudvangen, formando um dos itinerários mais procurados da Noruega ocidental.

Outros fiordes a considerar

Embora os dois fiordes da UNESCO concentrem as atenções, há alternativas magníficas, sobretudo para quem prefere a caminhada à navegação:

  • Lysefjord — perto de Stavanger, é o reino dos aventureiros. Aqui ficam o Preikestolen (Púlpito), um penhasco plano a 604 metros sobre a água que se alcança numa caminhada moderada de quatro a cinco horas, e o Kjeragbolten, uma rocha encravada sobre o abismo.
  • Hardangerfjord — apelidado de "fiorde dos pomares", é especialmente bonito na primavera, quando as macieiras e cerejeiras florescem. É também o ponto de partida para a exigente caminhada de 10 a 12 horas até à Trolltunga.
  • Sognefjord — o maior e mais profundo da Noruega, com 204 quilómetros, ramifica-se em vários braços (incluindo o Nærøyfjord e o Aurlandsfjord) e funciona como eixo de muitos roteiros.

O que mudou em 2026: ambiente e turismo

Visitar os fiordes em 2026 implica conhecer duas novidades importantes. A primeira é ambiental: desde 1 de janeiro de 2026, todos os navios de passageiros com menos de 10 000 toneladas brutas têm de circular sem emissões diretas de CO₂ e metano ao atravessar os fiordes classificados como Património Mundial — Nærøyfjord, Aurlandsfjord, Geirangerfjord, Sunnylvsfjord e Tafjord. A mesma exigência abrangerá os navios maiores a partir de 1 de janeiro de 2032. Operadores como a Havila já investiram em embarcações com baterias para cumprir as regras, o que torna os cruzeiros nestes fiordes mais silenciosos e limpos.

A segunda novidade é fiscal. A partir de 1 de julho de 2026, a Noruega passa a permitir que cada município aplique uma taxa turística até 3% sobre o alojamento comercial e sobre os passageiros de cruzeiro. A medida responde ao excesso de turismo (overtourism) em destinos como Geiranger, onde o número diário de visitantes chega a ultrapassar a população local. As receitas estão legalmente afetas a melhorias de infraestruturas — manutenção de trilhos, transportes ecológicos e instalações sanitárias.

Qual escolher e quando ir

Para uma primeira viagem que privilegie a paisagem mais icónica e dramática, o Geirangerfjord é a escolha natural. Para quem valoriza a serenidade, a sensação de natureza intacta e a facilidade de combinar barco e comboio, o Nærøyfjord é insuperável. Se o objetivo for caminhar até miradouros lendários, o Lysefjord (Preikestolen) e o Hardangerfjord (Trolltunga) merecem prioridade.

A melhor altura para visitar vai de maio a setembro, com o pico entre junho e agosto: os dias são longuíssimos e, perto do solstício de junho, o sol quase não se põe. Quem quiser evitar as maiores multidões e o calendário dos cruzeiros pode optar pelo final da primavera ou início do outono.

Perguntas frequentes

Qual é o fiorde mais bonito da Noruega?

Não há um vencedor absoluto, mas o Geirangerfjord e o Nærøyfjord, ambos Património Mundial da UNESCO, são considerados os mais belos. O primeiro é grandioso e dramático; o segundo, estreito, sereno e preservado.

Qual é a melhor época para visitar os fiordes?

De maio a setembro, com o pico entre junho e agosto. Nesse período os dias são muito longos e o tempo mais estável. O final da primavera e o início do outono oferecem menos multidões.

É preciso pagar taxa turística nos fiordes em 2026?

A partir de 1 de julho de 2026, cada município pode aplicar uma taxa até 3% sobre o alojamento e os passageiros de cruzeiro. Não é obrigatória a nível nacional, pelo que varia consoante o destino.

Posso fazer um cruzeiro no Geirangerfjord em 2026?

Sim, mas desde janeiro de 2026 os navios de passageiros com menos de 10 000 toneladas têm de navegar sem emissões diretas de CO₂ e metano nos fiordes da UNESCO. Muitos operadores já usam embarcações elétricas ou híbridas.

Qual o melhor fiorde para caminhadas?

O Lysefjord, perto de Stavanger, com a caminhada acessível até ao Preikestolen, e o Hardangerfjord, ponto de partida para a exigente Trolltunga.

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