Quem canta Take Me to Church? A história do êxito de Hozier
"Take Me to Church" é interpretada por Hozier, cantor e compositor irlandês nascido Andrew John Hozier-Byrne, a 17 de março de 1990, em Bray, no condado de Wicklow. A canção, lançada originalmente em 2013 como faixa de um EP homónimo e mais tarde incluída no álbum de estreia "Hozier" (2014), tornou-se o tema que catapultou o artista para a fama internacional e continua a ser, em 2026, o seu maior êxito comercial.
Quando e como foi lançada a música
"Take Me to Church" foi editada a 16 de setembro de 2013 pela editora independente irlandesa Rubyworks, tendo o vídeo musical sido divulgado no YouTube a 25 de setembro do mesmo ano. A canção viria a ser incluída no álbum de estreia de Hozier, publicado em 2014, e alcançou o segundo lugar na Billboard Hot 100 em dezembro desse ano. Ao longo da década seguinte, o tema chegou ao número um em doze países e ao top 10 em mais de vinte territórios, tendo sido certificado com disco de Diamante nos Estados Unidos, Austrália, Canadá e França.
Quem é Hozier
Antes do sucesso de "Take Me to Church", Hozier era praticamente desconhecido fora da Irlanda. Formado em música e ligado desde cedo a coros e projetos folk, construiu uma carreira marcada por um som que mistura soul, blues e folk-rock, com letras frequentemente centradas em temas sociais, religiosos e amorosos. Desde então lançou álbuns como "Wasteland, Baby!" (2019) e "Unreal Unearth" (2023), consolidando-se como um dos artistas irlandeses mais relevantes da sua geração.
Qual é o significado da letra
A canção usa uma linguagem religiosa e ritualista para descrever uma relação amorosa colocada em confronto com o julgamento moral da Igreja. Hozier explicou por diversas vezes que a "igreja" da canção não representa apenas a instituição católica em que cresceu na Irlanda, mas qualquer instituição que, na sua perspetiva, "diminui a humanidade" e reprime desejos e afetos naturais. O verso "I was born sick, but I love it. Command me to be well" foi inspirado no poema elisabetano "Chorus Sacerdotum", de Fulke Greville, que aborda a ideia do ser humano criado "doente" e depois "mandado a curar-se".
O vídeo musical e a polémica
O videoclipe, realizado por Brendan Canty, retrata a relação entre dois homens numa pequena localidade russa que sofrem um violento ataque homofóbico depois de a comunidade descobrir a sua orientação sexual. O vídeo foi propositadamente concebido como forma de protesto contra as leis russas anti-LGBT então em vigor, reforçando a leitura da canção como uma denúncia de qualquer forma de opressão sobre a identidade e o amor.
O êxito e o legado da canção em 2026
Em 2026 assinala-se o décimo aniversário do pico de popularidade de "Take Me to Church", com a editora e a equipa de Hozier a lançarem uma edição comemorativa em vinil de 7 polegadas, limitada a cinco mil exemplares em todo o mundo. A canção ultrapassou os dois mil milhões de reproduções no Spotify e os três mil milhões de visualizações no YouTube, mantendo-se como uma das faixas mais transmitidas da década de 2010. O próprio Hozier assinalou a efeméride nas redes sociais, agradecendo aos fãs por continuarem a acompanhar o tema ao vivo, mais de dez anos depois do seu lançamento.
Perguntas frequentes
Quem canta Take Me to Church?
A canção é interpretada e composta pelo cantor irlandês Hozier (Andrew Hozier-Byrne), lançada em 2013.
Em que álbum está incluída a canção?
"Take Me to Church" foi lançada primeiro num EP homónimo em 2013 e depois incluída no álbum de estreia de Hozier, "Hozier", editado em 2014.
Qual é o tema da letra de Take Me to Church?
A letra utiliza imagens religiosas para descrever uma relação amorosa em confronto com instituições que, segundo Hozier, reprimem a liberdade humana e afetiva, incluindo a discriminação contra pessoas LGBT.
Qual foi o desempenho comercial da música?
Chegou ao número dois na Billboard Hot 100, ao topo das tabelas em doze países e recebeu certificação de Diamante em mercados como Estados Unidos, Canadá, Austrália e França.
Porque é que o vídeo musical gerou polémica?
O vídeo retrata um ataque homofóbico a um casal numa cidade russa, tendo sido criado como protesto contra a legislação anti-LGBT da Rússia, o que gerou debate público na altura do seu lançamento.