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Pete Hegseth: Quem É e Qual a Sua Profissão

Publicado 20. novembro 2024 Atualizado 26. junho 2026

Pete Hegseth
Pete Hegseth · (DoD photo by Chad J. McNeeley) · Public domain · Wikimedia

Pete Hegseth é um político, antigo apresentador televisivo e veterano militar norte-americano que, desde janeiro de 2025, ocupa o cargo de secretário da Defesa dos Estados Unidos — o 29.º titular dessa pasta — na administração do Presidente Donald Trump. Antes de chegar ao Pentágono, era sobretudo conhecido como rosto televisivo do canal Fox News, onde durante anos co-apresentou o programa matinal de fim de semana Fox & Friends Weekend. A sua nomeação para liderar a maior estrutura de defesa do mundo, sem experiência prévia em gestão de grandes organizações, tornou-o uma das figuras mais escrutinadas e controversas do governo norte-americano em 2026.

Qual é a profissão de Pete Hegseth

Em 2026, a profissão de Pete Hegseth é a de membro do governo dos Estados Unidos, na qualidade de secretário da Defesa. Trata-se do responsável político máximo pelas Forças Armadas norte-americanas, que dirige o Departamento da Defesa e supervisiona o orçamento militar, o pessoal e as operações em todo o mundo, respondendo diretamente perante o Presidente.

Ao longo da vida, porém, Hegseth acumulou vários percursos profissionais distintos: foi oficial do Exército na Guarda Nacional, dirigente de organizações de veteranos, autor de vários livros e, durante cerca de uma década, comentador e apresentador de televisão. É esta última faceta — a de comunicador mediático — que o tornou conhecido do grande público antes de assumir funções governamentais.

Percurso e formação

Pete Hegseth nasceu a 6 de junho de 1980, no estado do Minnesota. Estudou Ciência Política na Universidade de Princeton, onde dirigiu a publicação estudantil conservadora The Princeton Tory, e obteve mais tarde um mestrado em políticas públicas pela Universidade de Harvard. Desde cedo revelou inclinação para a esfera pública e para as causas associadas ao conservadorismo norte-americano.

A carreira militar

Em 2003, Hegseth foi comissionado como oficial de infantaria na Guarda Nacional do Exército do Minnesota. Ao serviço das Forças Armadas, cumpriu missões na base naval de Guantánamo (Cuba) e foi destacado para zonas de combate no Iraque e no Afeganistão. A experiência militar tornou-se um dos pilares da sua identidade pública e o ponto de partida para o ativismo em defesa dos veteranos de guerra.

Após regressar do Iraque, dirigiu organizações ligadas aos antigos combatentes, nomeadamente a Vets For Freedom e a Concerned Veterans for America, assumindo um perfil de comentador e ativista político em temas de defesa e segurança nacional.

Os anos na Fox News

A notoriedade nacional de Hegseth construiu-se sobretudo na televisão. Tornou-se colaborador da Fox News em 2014 e, a partir de 2017, passou a co-apresentar de forma regular o Fox & Friends Weekend, função que manteve até 2024. Nessa década, consolidou-se como uma voz mediática alinhada com o movimento conservador e com Donald Trump, de quem foi apoiante e conselheiro informal desde a campanha de 2016.

Em paralelo, dedicou-se à escrita, publicando vários livros de pendor político, entre os quais American Crusade (2020) e The War on Warriors (2024), obra centrada na sua visão sobre a cultura das Forças Armadas.

A nomeação para secretário da Defesa

Em finais de 2024, Donald Trump, já reeleito, escolheu Hegseth para liderar o Departamento da Defesa. A indicação surpreendeu por recair sobre alguém sem experiência de gestão de grandes estruturas, e a confirmação no Senado revelou-se renhida: três senadores republicanos votaram contra — Susan Collins, Lisa Murkowski e Mitch McConnell — obrigando o vice-presidente JD Vance a desempatar a votação. Hegseth tomou posse em janeiro de 2025.

Do "Departamento da Defesa" ao "Departamento da Guerra"

Um dos episódios mais marcantes do seu mandato foi a iniciativa, lançada em setembro de 2025, de passar a usar a designação "Departamento da Guerra" e o título de "secretário da Guerra". Através de uma ordem executiva presidencial, Hegseth ficou autorizado a empregar estas designações em comunicações públicas e documentos não estatutários. Importa, contudo, sublinhar que se trata de um título secundário: os nomes legais continuam a ser "Departamento da Defesa" e "secretário da Defesa", uma vez que apenas o Congresso pode mudar oficialmente a denominação. Estimativas do gabinete orçamental apontaram custos de dezenas a centenas de milhões de dólares associados a esta mudança de imagem.

Controvérsias do mandato

O percurso de Hegseth no Pentágono tem sido fortemente contestado. O caso mais sonante ficou conhecido como "Signalgate": em 2025, Hegseth e outros altos responsáveis discutiram planos de ataques militares no Iémen através da aplicação de mensagens Signal, tendo partilhado pormenores sensíveis sobre alvos, calendário e aeronaves. Um relatório do inspetor-geral do Pentágono concluiu que terá colocado em risco a segurança de militares norte-americanos e violado regras internas sobre o uso de telemóveis pessoais para assuntos oficiais.

Ao longo de 2025 e 2026, Hegseth enfrentou ainda escrutínio sobre ataques a embarcações nas Caraíbas, alegações relacionadas com regras de empenhamento e o papel das Forças Armadas no contexto do conflito com o Irão. Apesar das pressões e dos apelos da oposição para a sua demissão, a Casa Branca manteve publicamente a confiança no secretário, que em 2026 continuava em funções.

Perguntas frequentes

Qual é atualmente a profissão de Pete Hegseth?

Em 2026, Pete Hegseth é secretário da Defesa dos Estados Unidos, sendo o responsável político máximo pelas Forças Armadas norte-americanas. Anteriormente foi militar, dirigente de organizações de veteranos, autor e apresentador de televisão na Fox News.

Onde trabalhava Pete Hegseth antes de entrar no governo?

Trabalhou cerca de uma década na Fox News, onde co-apresentou o programa Fox & Friends Weekend entre 2017 e 2024, e antes disso dirigiu organizações de apoio a veteranos de guerra.

Pete Hegseth tem experiência militar?

Sim. Foi oficial de infantaria na Guarda Nacional do Minnesota a partir de 2003, com missões em Guantánamo, no Iraque e no Afeganistão.

Porque é que se fala em "secretário da Guerra"?

Em setembro de 2025, uma ordem executiva autorizou o uso das designações "Departamento da Guerra" e "secretário da Guerra" como títulos secundários. Os nomes legais oficiais continuam, porém, a ser "Departamento da Defesa" e "secretário da Defesa".

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