Metro de Roma: como funciona o sistema de transporte
O metro de Roma é a rede subterrânea que serve a capital italiana, complementando uma cidade cujo subsolo, repleto de vestígios arqueológicos, tornou sempre a construção de novas linhas particularmente lenta e dispendiosa. Ao contrário de outras capitais europeias, Roma tem apenas três linhas de metro, muito abaixo do que seria de esperar para uma cidade com quase três milhões de habitantes. Ainda assim, o sistema é a espinha dorsal da mobilidade urbana, articulado com autocarros, elétricos e comboios suburbanos geridos pela empresa municipal ATAC. Em 2026, a rede continua em expansão, com a Linha C a avançar progressivamente em direção ao centro histórico.
Quantas linhas tem o metro de Roma
A rede é composta por três linhas identificadas por letra e cor:
- Linha A (laranja) — liga Battistini, a noroeste, a Anagnina, a sudeste, atravessando estações turísticas como Ottaviano (Vaticano), Spagna (Praça de Espanha) e Termini.
- Linha B (azul) — vai de Rebibbia a Laurentina e serve pontos como o Coliseu, a Piramide (estação Piramide, junto à Pirâmide de Caio Céstio) e a Estação Termini. Tem um ramal, a Linha B1, que se separa em Bologna e segue até Conca d'Oro.
- Linha C (verde) — a mais recente, ainda em construção por troços, liga atualmente Monte Compatri/Pantano, a leste, ao centro da cidade, com a extensão mais recente a chegar às estações de Colosseo e Porta Metronia.
Termini é a única estação onde se cruzam as linhas A e B, funcionando como o principal nó de correspondência do sistema.
A expansão da Linha C: o que mudou
A Linha C tem sido construída por fases devido às sucessivas descobertas arqueológicas encontradas durante as escavações, um obstáculo recorrente em qualquer obra subterrânea em Roma. Em dezembro de 2025 foram inauguradas as estações de Porta Metronia e Colosseo, esta última situada sob a Via dei Fori Imperiali, entre o Coliseu e a Basílica de Máxencio, a cerca de 32 metros de profundidade e distribuída por quatro pisos subterrâneos. Esta nova estação passou a permitir a correspondência direta entre as linhas B e C junto ao Coliseu, enquanto a ligação entre as linhas A e C continua a fazer-se na estação de San Giovanni, que se destaca ainda por funcionar como "estação-arqueológica", com vitrinas e painéis que mostram os achados encontrados durante a construção.
Está prevista a continuação das obras para o chamado troço T1, que deverá ligar a linha ao Auditorium e à zona da Farnesina, com início de trabalhos de estação anunciado para o início de julho de 2026. O objetivo de longo prazo é que a Linha C chegue até ao Vaticano e à zona do Foro Itálico, embora os prazos destas fases finais continuem sujeitos a atrasos recorrentes.
Como funcionam os bilhetes
O metro de Roma está integrado num sistema tarifário único que também cobre autocarros, elétricos e comboios urbanos geridos pela ATAC. As principais opções de bilhete em 2026 são:
- BIT (bilhete integrado por tempo) — custa 1,50 euros e é válido durante 100 minutos a partir da primeira validação, permitindo transbordos entre autocarros e elétricos, mas apenas uma entrada no metro.
- Roma 24H — 7 euros, válido por 24 horas em toda a rede ATAC.
- Roma 48H — 12,50 euros.
- Roma 72H — 18 euros.
- CIS — passe semanal, com custo de 24 euros.
Os bilhetes podem ser comprados nas máquinas automáticas presentes em todas as estações, em bilheteiras, em quiosques de tabaco ("Sale e Tabacchi") e em alguns bares e quiosques de jornais, além de aplicações móveis como a myCicero, que permitem validar o título diretamente no telemóvel. É obrigatório validar o bilhete antes de entrar nas catracas ou, no caso de autocarros e elétricos, nas máquinas amarelas a bordo; viajar sem bilhete validado sujeita a coimas elevadas.
Horário de funcionamento
O metro funciona diariamente entre as 5h30 e as 23h30. Às sextas-feiras e sábados, o serviço é prolongado até à 1h30 da madrugada seguinte, para acompanhar a maior procura noturna associada à vida social da cidade. Fora destes horários, a rede de autocarros noturnos assegura a cobertura das principais ligações.
Ligação com outros transportes
O metro articula-se com uma rede alargada de elétricos históricos e modernos, autocarros urbanos e três linhas de comboios suburbanos (Roma-Lido, Roma-Viterbo e Roma-Giardinetti), estas últimas de particular utilidade para quem se desloca entre o centro e zonas como Óstia ou os arredores a norte da cidade. A Estação Termini funciona também como o principal terminal ferroviário de longa distância, com ligações aos comboios de alta velocidade que servem outras cidades italianas, o que faz desta estação o ponto de partida mais comum para quem visita Roma e pretende explorar o país.
Perguntas frequentes
Quantas linhas de metro tem Roma?
Roma tem três linhas de metro: A (laranja), B (azul, com o ramal B1) e C (verde), esta última ainda em fase de expansão.
Onde se pode fazer correspondência entre as linhas A e C?
A correspondência entre as linhas A e C faz-se na estação de San Giovanni, enquanto a ligação entre as linhas B e C é feita na estação de Colosseo, inaugurada em dezembro de 2025.
Quanto custa um bilhete de metro em Roma em 2026?
O bilhete único (BIT) custa 1,50 euros e é válido por 100 minutos, com transbordo entre autocarros e elétricos incluído, mas apenas uma viagem de metro.
Até que horas funciona o metro de Roma?
O metro funciona das 5h30 às 23h30 todos os dias, exceto às sextas-feiras e sábados, quando o serviço se prolonga até à 1h30.
Porque é que Roma tem tão poucas linhas de metro?
A construção de novas linhas em Roma é particularmente lenta devido às constantes descobertas arqueológicas encontradas no subsolo, que obrigam a paragens e alterações de projeto durante as escavações.