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Países que não pertencem à União Europeia (lista 2026)

Publicado 23. maio 2026

Quais são os países que não pertencem à UE?

A União Europeia (UE) é atualmente composta por 27 Estados-Membros, mas o continente europeu conta com muito mais países do que os que fazem parte deste bloco. Conhecer quais são os países que ficam de fora da UE é fundamental para perceber a geopolítica europeia, os acordos comerciais e as diferenças em termos de circulação de pessoas e mercadorias. Neste artigo exploramos quais são esses países, as razões pelas quais ainda não aderiram e quais deles têm perspetivas de adesão num futuro próximo.

Quantos países existem na Europa que não pertencem à UE?

A Europa, enquanto continente, tem 44 países reconhecidos (dependendo dos critérios utilizados para definir as fronteiras geográficas entre Europa e Ásia). Destes, apenas 27 são membros da União Europeia desde a saída do Reino Unido em janeiro de 2020. Isto significa que mais de dezassete países europeus se encontram fora do bloco comunitário, por razões que vão desde opções políticas soberanas até processos de negociação ainda em curso.

É importante distinguir entre países que simplesmente escolheram não aderir à UE e países que estão em processo de candidatura. A Noruega, por exemplo, realizou dois referendos (em 1972 e 1994) em que a população votou contra a adesão. A Suíça mantém uma política histórica de neutralidade que influencia a sua relação com organizações supranacionais.

Lista completa de países europeus fora da União Europeia

Apresentamos abaixo os países do continente europeu que não são membros da UE, organizados por subregião:

Europa Ocidental e do Norte

  • Noruega — Membro do Espaço Económico Europeu (EEE) e do Espaço Schengen, mas não da UE. Escolheu ficar fora após dois referendos.
  • Islândia — Membro do EEE e do Espaço Schengen. Apresentou candidatura à UE em 2009, mas o processo foi suspenso em 2015.
  • Suíça — Não pertence à UE nem ao EEE, mas participa no Espaço Schengen. Mantém acordos bilaterais específicos com Bruxelas.
  • Liechtenstein — Pequeno principado membro do EEE e de Schengen, com laços estreitos com a Suíça.
  • Reino Unido — Saiu da UE a 31 de janeiro de 2020 após o referendo do Brexit de 2016.

Europa do Sul (microestados)

  • Andorra — Principado situado entre França e Espanha. Usa o euro mas não é membro da UE.
  • Mónaco — Principado com acordos aduaneiros com a França que lhe permitem usar o euro.
  • San Marino — República encravada em Itália. Usa o euro por acordo com a UE mas não é Estado-Membro.
  • Vaticano (Santa Sé) — Cidade-Estado independente com estatuto especial, usa o euro por acordo.

Balcãs Ocidentais

  • Sérvia — País candidato à UE com negociações em curso desde 2014.
  • Montenegro — País candidato mais avançado nas negociações de adesão, com perspetivas de conclusão até 2026.
  • Macedónia do Norte — País candidato, negociações formalmente abertas em 2022.
  • Albânia — País candidato, negociações iniciadas em 2022.
  • Bósnia e Herzegovina — País candidato desde dezembro de 2022.
  • Kosovo — Não reconhecido por todos os Estados-Membros da UE, ainda sem estatuto de candidato formal.

Europa Oriental e do Leste

  • Ucrânia — Candidato oficial desde junho de 2022, negociações em andamento acelerado.
  • Moldávia — Candidato oficial desde junho de 2022, com perspetivas de adesão até 2030.
  • Geórgia — Estatuto de candidato concedido em dezembro de 2023, mas processo atrasado por instabilidade política.
  • Bielorrússia — Sem perspetivas de adesão; regime de Lukashenko em conflito aberto com os valores europeus.
  • Rússia — Sem interesse declarado em aderir à UE; país com relações tensas com o bloco desde 2014.

Europa do Sudeste e Ásia Menor

  • Turquia — Candidato desde 1987; negociações praticamente suspensas desde 2018 devido a retrocessos democráticos.
  • Arménia — Sem candidatura formal; membro da Comunidade de Estados Independentes (CEI).
  • Azerbaijão — Sem candidatura formal; relações com a UE limitadas a acordos de parceria.

Países com relações especiais com a UE sem serem membros

Nem todos os países fora da UE estão completamente à margem do projeto europeu. Existem vários mecanismos de integração parcial que permitem a alguns países partilharem benefícios do mercado único ou da livre circulação sem terem de assumir as obrigações de Estados-Membros.

O Espaço Económico Europeu (EEE)

O EEE inclui os 27 países da UE mais a Noruega, a Islândia e o Liechtenstein. Estes três países têm acesso ao mercado único europeu e devem cumprir grande parte da legislação comunitária, mas não participam nas decisões políticas da UE. Contribuem financeiramente para a coesão europeia mas não têm direito de voto no Conselho nem no Parlamento Europeu.

O Espaço Schengen sem adesão à UE

A Noruega, a Islândia, a Suíça e o Liechtenstein são membros do Espaço Schengen sem serem membros da UE. Isto significa que os seus cidadãos e os cidadãos europeus podem circular livremente entre estes países e os Estados-Membros da UE sem controlo de fronteiras. A Suíça, em particular, negociou este acesso através de uma série de acordos bilaterais com Bruxelas.

A situação do Reino Unido após o Brexit

O Brexit foi um processo sem precedentes na história da UE. Depois de 47 anos como membro (desde 1973), o Reino Unido saiu formalmente do bloco a 31 de janeiro de 2020, após um referendo em 2016 em que 52% dos eleitores votaram pela saída. Desde então, o país perdeu o acesso ao mercado único e à livre circulação de pessoas, tendo negociado um Acordo de Comércio e Cooperação que regula as novas relações comerciais. O impacto económico do Brexit continua a ser debatido, com estudos a indicar perdas significativas para a economia britânica.

Países candidatos: qual é o estado das negociações em 2026?

O processo de alargamento da UE está a viver um dos momentos mais dinâmicos desde a grande expansão de 2004, quando dez países aderiram simultaneamente. Em 2026, vários candidatos encontram-se em fases avançadas de negociação.

Montenegro: o candidato mais avançado

Montenegro iniciou as negociações de adesão em 2012 e é considerado o candidato mais preparado. A Comissão Europeia tem apontado o Montenegro como estando no bom caminho para concluir todas as negociações até ao final de 2026, o que poderia abrir caminho para uma adesão nos primeiros anos da próxima década.

Ucrânia e Moldávia em ritmo acelerado

A invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022 impulsionou politicamente o processo de adesão deste país e da Moldávia. Ambos obtiveram o estatuto de candidatos em junho de 2022 e têm avançado com reformas a uma velocidade sem precedentes. A Moldávia aspira a aderir à UE até 2030, enquanto a Ucrânia vê a adesão como um objetivo estratégico central da sua reconstrução pós-guerra.

Balcãs Ocidentais: progressos desiguais

A Sérvia, a Albânia e a Macedónia do Norte continuam a trabalhar nos critérios de adesão, com progressos desiguais em áreas como o Estado de Direito, a luta contra a corrupção e as reformas judiciais. A Bósnia e Herzegovina, apesar do estatuto de candidato obtido em 2022, enfrenta desafios internos significativos relacionados com a sua complexa estrutura política.

Por que razão alguns países europeus optam por não aderir à UE?

As razões para países europeus ficarem fora da União Europeia são variadas e refletem escolhas soberanas, realidades económicas e posições geopolíticas distintas.

Neutralidade histórica

A Suíça mantém uma política secular de neutralidade que influencia a sua relação com todas as organizações internacionais. A adesão à UE implicaria ceder parte da soberania a instituições supranacionais, algo que os suíços recusaram em referendo em 1992. Desde então, a Suíça tem preferido acordos bilaterais que lhe permitem aceder a partes do mercado único sem as obrigações de membro pleno.

Autonomia em políticas específicas

A Noruega optou por ficar fora da UE principalmente para preservar o controlo sobre as suas políticas de pesca e agricultura, setores economicamente importantes para o país. Como membro do EEE, beneficia do mercado único na maior parte das outras áreas, tornando a relação custo-benefício da não adesão favorável para Oslo.

Fatores geopolíticos

No caso de países como a Bielorrússia ou a Rússia, a questão da adesão à UE nem sequer se coloca, dada a incompatibilidade entre os seus sistemas políticos e os valores democráticos e do Estado de Direito que a UE exige. A Turquia representa um caso peculiar: candidato desde há décadas, as negociações estagnaram devido a preocupações com a situação democrática e os direitos humanos no país.

Implicações práticas para os portugueses

Para os cidadãos portugueses, saber quais os países fora da UE tem implicações concretas no dia a dia, seja para viajar, trabalhar ou estudar no estrangeiro.

Viagem e controlo de fronteiras

Ao viajar para países não membros da UE, os portugueses podem encontrar diferentes regimes de entrada. Para países do Espaço Schengen mas fora da UE (como a Suíça ou a Noruega), a circulação é livre. Para países como o Reino Unido ou a Turquia, são necessários documentos de viagem válidos e pode haver controlos de fronteira.

Direitos dos trabalhadores

Os direitos dos trabalhadores portugueses diferem consoante o destino. Nos países da UE, os cidadãos portugueses têm liberdade de trabalhar sem necessidade de visto. Nos países do EEE, as regras são semelhantes. Para outros países, como o Reino Unido pós-Brexit, é necessário um visto de trabalho específico.

Reconhecimento de qualificações profissionais

No espaço da UE, as qualificações profissionais são automaticamente reconhecidas em muitos setores. Fora da UE, este reconhecimento depende de acordos bilaterais específicos, o que pode complicar a mobilidade profissional.

Perguntas frequentes

Quantos países pertencem à União Europeia atualmente?

A União Europeia tem atualmente 27 Estados-Membros, depois da saída do Reino Unido em janeiro de 2020. O último país a aderir foi a Croácia, em 2013.

A Noruega vai alguma vez aderir à União Europeia?

É pouco provável num futuro próximo. Os noruegueses já rejeitaram a adesão em dois referendos (1972 e 1994) e os sondagens mais recentes mostram que a maioria da população continua contra a adesão. A Noruega prefere manter o seu estatuto no EEE, que lhe garante acesso ao mercado único sem as obrigações políticas de membro pleno.

O que aconteceu ao Reino Unido depois do Brexit?

Depois de sair da UE a 31 de janeiro de 2020, o Reino Unido perdeu o acesso ao mercado único e à união aduaneira. Negociou um Acordo de Comércio e Cooperação com a UE que regula as relações comerciais, mas sem a livre circulação de pessoas. Os cidadãos britânicos perderam os direitos de residência e trabalho automáticos na UE, e os cidadãos europeus no Reino Unido tiveram de se registar no sistema de reassentamento.

A Ucrânia vai aderir à União Europeia em breve?

A Ucrânia é candidata desde junho de 2022 e o processo avança a ritmo acelerado, impulsionado pela guerra com a Rússia. No entanto, a adesão ainda exige a conclusão de reformas extensas e a abertura e fecho de todos os capítulos de negociação. A maioria dos analistas não prevê a adesão antes de 2030, embora as circunstâncias geopolíticas possam acelerar o calendário.

A Suíça usa o euro?

Não. A Suíça mantém a sua moeda própria, o franco suíço (CHF). Apesar de participar no Espaço Schengen e de ter acordos bilaterais com a UE, o país não adotou o euro nem pertence à zona euro.

Qual é a diferença entre a UE e o Espaço Schengen?

São dois conceitos distintos. A UE é uma organização política e económica com 27 membros. O Espaço Schengen é uma zona de livre circulação de pessoas sem controlo nas fronteiras internas, que inclui 29 países: os 27 da UE (exceto Irlanda, com opt-out) mais a Noruega, a Islândia, a Suíça e o Liechtenstein. Por outro lado, há países da UE que não pertencem a Schengen e países de Schengen que não são da UE.