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Torre de Londres: onde ficam as joias da coroa britânica

Publicado 10. maio 2025 Atualizado 24. junho 2026

Qual é a torre de Londres que guarda as joias da coroa?

As joias da coroa britânica estão guardadas na Casa das Joias (Jewel House), um espaço situado no interior do Bloco de Waterloo (Waterloo Block), um edifício de estilo Tudor Revival localizado no lado norte do recinto interior da Torre de Londres. Ao contrário do que o nome "Torre de Londres" pode sugerir, o complexo é composto por vários edifícios, muralhas e torres distintas — e o Bloco de Waterloo não é propriamente uma torre, mas sim um antigo quartel convertido num dos museus mais visitados do mundo. Em 2026, a coleção continua a atrair milhões de visitantes por ano e permanece um dos maiores tesouros históricos da monarquia britânica.

O que é o Bloco de Waterloo

O Bloco de Waterloo foi construído em 1845, sobre os escombros do Grande Armazém (Grand Storehouse), destruído por um violento incêndio em 1841. A primeira pedra foi lançada a 14 de junho de 1845 pelo Duque de Wellington, então Condestável da Torre, em homenagem à Batalha de Waterloo de 1815. O edifício foi projetado pelo arquiteto Anthony Salvin e destinava-se a funcionar como quartel para até 826 soldados do exército britânico.

O estilo arquitetónico escolhido foi o Tudor Revival, com ameias, torres de canto e elementos decorativos que evocam a arquitetura medieval do complexo, garantindo coerência visual com o resto da fortaleza. O edifício permanece praticamente inalterado no exterior desde a sua construção.

A longa história da guarda das joias

As joias da coroa não estiveram sempre no Bloco de Waterloo. A história da sua custódia na Torre de Londres remonta ao século XIV, depois de uma série de roubos consumados e tentativas frustradas nas instalações da Abadia de Westminster, onde os objetos reais eram anteriormente conservados.

A Torre de Martin

A partir de cerca de 1668-1669, as joias foram transferidas para a Torre de Martin (Martin Tower), situada no canto nordeste da muralha exterior. Foi precisamente neste local que ocorreu, em 1671, o famoso e audacioso roubo tentado por Thomas Blood, um aventureiro irlandês que chegou a sair da Torre com a Coroa do Estado Imperial escondida debaixo da capa antes de ser capturado. A Torre de Martin albergou as joias durante cerca de dois séculos, embora as condições de exposição fossem consideradas inadequadas — um visitante do século XVIII descreveu o espaço como uma "toca sombria e apertada".

A Casa das Joias de 1841 e a Torre de Wakefield

Em 1840-1841, foi construído um novo edifício a sul da Torre de Martin especificamente para albergar as joias. Contudo, o novo espaço revelou-se um perigo de incêndio, o que levou à sua rápida substituição. Em 1868, o mesmo arquiteto Anthony Salvin adaptou o piso superior da Torre de Wakefield para receber a coleção, que ali permaneceu durante quase um século. A Torre de Wakefield, construída originalmente no século XIII, é uma das torres medievais mais antigas do complexo.

A mudança para o Bloco de Waterloo

Na década de 1960, com o crescimento exponencial do turismo em Londres, tornou-se claro que a Torre de Wakefield não tinha capacidade para acolher os volumes de visitas esperados. O Bloco de Waterloo foi então submetido a uma profunda transformação: o seu piso inferior foi escavado e convertido numa câmara cofre subterrânea, e as joias da coroa foram transferidas para este novo espaço em 1967.

Em 24 de março de 1994, a rainha Isabel II inaugurou formalmente a atual Jewel House, uma exposição renovada que ocupa praticamente todo o piso térreo do Bloco de Waterloo e que foi concebida para receber até 20 000 visitantes por dia. Em 2012, a exposição beneficiou de uma remodelação avaliada em 2,5 milhões de libras, que incluiu uma nova área de introdução com vídeos explicativos sobre a história das joias e o seu papel nas cerimónias de coroação.

O que é possível ver na Casa das Joias

A coleção exposta na Jewel House inclui mais de 100 objetos históricos e aproximadamente 23 578 pedras preciosas — diamantes, rubis, esmeraldas e safiras. Os visitantes percorrem a exposição numa passadeira rolante que os transporta diante de vitrinas iluminadas e de alta segurança, o que permite uma visão próxima dos objetos sem interromper o fluxo de pessoas.

Entre as peças mais icónicas encontram-se:

  • A Coroa do Estado Imperial (Imperial State Crown), adornada com mais de 2 800 diamantes, o rubi Black Prince's Ruby e a safira de Eduardo o Confessor;
  • O Cetro do Rei com a Cruz, que alberga o Cullinan I, o maior diamante branco lapidado do mundo, com 530,2 quilates;
  • A Coroa de St. Eduardo, utilizada na cerimónia de coroação e datada de 1661, em ouro sólido;
  • O Orbe do Soberano, símbolo do poder cristão sobre o mundo;
  • Diversas coroas, espadas, cetros e outros objetos utilizados nas cerimónias reais ao longo dos séculos.

As joias não são meramente objetos de museu: continuam a ser utilizadas nas cerimónias de Estado. A Coroa do Estado Imperial, por exemplo, foi usada pelo rei Carlos III na cerimónia de abertura do Parlamento e esteve no centro das atenções durante a coroação de maio de 2023.

Acesso e visita em 2026

A Torre de Londres, gerida pela organização Historic Royal Palaces, está aberta ao público durante todo o ano, com encerramento apenas em alguns dias festivos. A entrada na Jewel House está incluída no bilhete geral de acesso à Torre. Dado o número de visitantes, recomenda-se a aquisição de bilhetes com antecedência para evitar filas. A coleção pode ser visitada sem necessidade de bilhete adicional, mas a procura é especialmente elevada na época alta de verão e nos fins de semana.

Perguntas frequentes

Qual é a torre da Torre de Londres que guarda as joias da coroa?

As joias da coroa britânica estão guardadas na Casa das Joias (Jewel House), localizada no Bloco de Waterloo (Waterloo Block), um antigo quartel situado no lado norte da Torre de Londres. O Bloco de Waterloo não é tecnicamente uma torre, mas um edifício dentro do complexo.

As joias da coroa estiveram sempre no mesmo sítio?

Não. Ao longo dos séculos, as joias foram guardadas em vários locais: na Abadia de Westminster, depois na Torre de Martin (a partir de 1668), numa Casa das Joias construída em 1841, na Torre de Wakefield (desde 1868) e, finalmente, no Bloco de Waterloo desde 1967.

Quantas joias fazem parte da coleção exposta?

A coleção da Casa das Joias inclui mais de 100 objetos históricos e cerca de 23 578 pedras preciosas, entre diamantes, rubis, esmeraldas e safiras.

As joias da coroa ainda são utilizadas atualmente?

Sim. Várias peças da coleção são utilizadas em cerimónias de Estado, como coroações e aberturas solenes do Parlamento. A Coroa do Estado Imperial e o Cetro do Rei com a Cruz foram usados na coroação do rei Carlos III em maio de 2023.

É possível visitar as joias da coroa sem reserva?

A entrada na Casa das Joias está incluída no bilhete geral da Torre de Londres. Não é necessária reserva separada, mas recomenda-se comprar os bilhetes com antecedência, especialmente na época alta, dada a enorme procura.

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