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Quem introduziu o Autochrome Lumière em 1907?

Publicado 20. março 2025 Atualizado 1. julho 2026

Quem introduziu o Autochrome Lumière em 1907?

O Autochrome Lumière, o primeiro processo de fotografia a cores com sucesso comercial, foi introduzido pelos irmãos Auguste Lumière e Louis Lumière, industriais e inventores franceses de Lyon já conhecidos pela invenção do cinematógrafo em 1895. O processo, patenteado em 1903, foi apresentado publicamente a 10 de junho de 1907, nas instalações do jornal francês L'Illustration, e colocado à venda comercial nesse mesmo ano, marcando o início da era da fotografia a cores acessível ao grande público.

Quem eram os irmãos Lumière

Auguste (1862-1954) e Louis Lumière (1864-1948) dirigiam em Lyon uma fábrica de material fotográfico herdada do pai, Antoine Lumière. Já célebres na história do cinema pela invenção do cinematógrafo, dedicaram parte significativa da sua investigação científica ao problema da reprodução da cor em fotografia, um desafio técnico que ocupava fotógrafos e químicos desde meados do século XIX. Depois de anos de experiências, os dois irmãos apresentaram os resultados da sua investigação sobre fotografia a cores à Académie des Sciences francesa em 1904, três anos antes do lançamento comercial do processo.

A apresentação pública de 1907

A demonstração pública do Autochrome ocorreu a 10 de junho de 1907, na sede do jornal L'Illustration, em Paris. O evento foi recebido com grande entusiasmo pela imprensa e pela comunidade fotográfica da época. O fotógrafo norte-americano Alfred Stieglitz, uma das figuras mais influentes da fotografia artística do início do século XX, terá afirmado, ao ver as primeiras placas Autochrome, que as possibilidades do processo pareciam ilimitadas e que o mundo em breve enlouqueceria pela cor, com os Lumière como responsáveis. Poucos meses depois desta apresentação, a fábrica de Lyon iniciou a produção industrial das placas, tornando o processo disponível a fotógrafos profissionais e amadores em toda a Europa e nos Estados Unidos.

Como funcionava o processo Autochrome

O Autochrome era um processo de síntese aditiva de cor, baseado numa placa de vidro coberta por uma camada de minúsculos grãos de fécula de batata (amido), tingidos de vermelho-alaranjado, verde e azul-violeta. Estes grãos, cerca de quatro milhões por centímetro quadrado, funcionavam como um mosaico de filtros de cor colocado sobre uma emulsão fotográfica sensível em preto e branco. Durante a exposição, a luz atravessava os grãos coloridos antes de atingir a emulsão; após revelação por um processo de inversão, obtinha-se diretamente uma transparência positiva a cores, destinada a ser observada por transparência ou projetada.

Este método distinguia-se dos processos subtrativos que viriam a dominar mais tarde, como o Kodachrome, por reconstruir a cor através da combinação da luz filtrada, e não através da sobreposição de camadas de corantes. A técnica exigia tempos de exposição relativamente longos e produzia imagens únicas, sem negativo reprodutível, o que tornava cada placa Autochrome um objeto singular.

Impacto e legado do Autochrome

Durante quase três décadas, entre 1907 e meados da década de 1930, o Autochrome Lumière foi o principal processo de fotografia a cores utilizado por fotógrafos profissionais, cientistas, jornalistas e viajantes. Foi amplamente usado, por exemplo, no arquivo fotográfico financiado pelo banqueiro francês Albert Kahn, os "Arquivos do Planeta", que documentou em cor cenas de dezenas de países entre 1909 e 1931. O processo perdeu relevância comercial a partir de meados dos anos 1930, com a introdução de filmes a cores subtrativos mais práticos, como o Kodachrome, lançado em 1935, que ofereciam tempos de exposição mais curtos e maior facilidade de reprodução.

Apesar de ter sido superado tecnicamente, o Autochrome Lumière permanece histórica e artisticamente relevante como o primeiro processo de fotografia a cores verdadeiramente prático e comercializado em larga escala, e as placas originais que sobreviveram são hoje conservadas em museus e coleções fotográficas por todo o mundo pelo seu valor documental e estético.

Perguntas frequentes

Quem introduziu o Autochrome Lumière em 1907?

Os irmãos franceses Auguste Lumière e Louis Lumière, industriais de Lyon já conhecidos pela invenção do cinematógrafo, apresentaram publicamente o processo a 10 de junho de 1907 e iniciaram a sua comercialização nesse mesmo ano.

Em que consistia o processo Autochrome?

Era um processo de fotografia a cores por síntese aditiva, baseado numa placa de vidro coberta por milhões de grãos microscópicos de fécula de batata tingidos de vermelho, verde e azul, que funcionavam como filtros de cor sobre uma emulsão fotográfica.

Onde foi apresentado o Autochrome pela primeira vez?

A primeira demonstração pública ocorreu nas instalações do jornal francês L'Illustration, em Paris, a 10 de junho de 1907.

Até quando foi utilizado o Autochrome Lumière?

O processo manteve-se como principal método de fotografia a cores até meados da década de 1930, altura em que foi progressivamente substituído por filmes a cores subtrativos mais práticos, como o Kodachrome.

O Autochrome foi patenteado antes de 1907?

Sim. Os irmãos Lumière patentearam o processo em 1903 e apresentaram os primeiros resultados da investigação à Académie des Sciences francesa em 1904, antes do lançamento comercial em 1907.

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