O Coliseu: o famoso anfiteatro que fica em Roma, Itália
O Coliseu de Roma é o mais célebre monumento da capital italiana e um dos edifícios mais reconhecidos de toda a história da humanidade. Situado no centro histórico de Roma, na Itália, este anfiteatro oval da época imperial romana atrai milhões de visitantes por ano e é considerado uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno desde 2007. Em 2025, recebeu cerca de 9 milhões de visitantes, consolidando-se como um dos sítios turísticos mais visitados do planeta.
Localização e enquadramento geográfico
O Coliseu ergue-se no coração de Roma, entre a Via Sacra e a Esquilina, a poucos metros do Arco de Constantino e do antigo Fórum Romano. Roma é a capital da República Italiana e uma das cidades mais antigas da Europa, com mais de 2 700 anos de história contínua. O anfiteatro ocupa uma posição central na malha urbana da cidade, na zona conhecida como Celio, e é facilmente acessível de qualquer ponto do centro histórico.
Origem e construção
A construção do Coliseu teve início por volta do ano 72 d.C., sob o imperador Vespasiano, da dinastia Flávia, e foi concluída em 80 d.C. durante o reinado do seu filho e sucessor, Tito. O nome oficial da época era Amphitheatrum Flavium — Anfiteatro Flávio —, em referência à família imperial que o mandou construir. A designação popular «Coliseu» terá surgido séculos mais tarde, possivelmente associada a uma colossal estátua de Nero que existia nas proximidades.
Vespasiano ordenou a demolição do complexo palaciano de Nero — a Domus Aurea — para erguer no local um espaço público de entretenimento em massa. O financiamento da obra terá sido parcialmente assegurado pelo espólio resultante da vitória romana na Grande Revolta Judaica, em 70 d.C. A inauguração, em 80 d.C., foi assinalada com cem dias de jogos, durante os quais, segundo o historiador Díon Cássio, mais de 9 000 animais foram abatidos na arena.
Características arquitectónicas
O Coliseu é o maior anfiteatro alguma vez construído na Antiguidade. A sua planta elíptica mede 189 metros de comprimento e 156 metros de largura, com uma altura exterior de cerca de 48 metros. As paredes exteriores são constituídas por blocos de travertino extraídos das pedreiras de Tivoli, a leste de Roma — a mesma origem dos materiais utilizados nos trabalhos de restauro em curso em 2026. O edifício compreende quatro andares, com arcadas decoradas por colunas das ordens dórica, jónica e coríntia, da base para o topo.
A capacidade estimada situava-se entre 50 000 e 80 000 espectadores, distribuídos por bancadas hierarquicamente organizadas conforme o estatuto social: o imperador e os senadores ocupavam os lugares mais próximos da arena; os cidadãos comuns e as mulheres ficavam nas zonas mais elevadas. O sistema de galerias e passagens subterrâneas — o hypogeum — permitia a entrada de gladiadores, animais selvagens e equipamentos de cena directamente para a arena através de alçapões.
Função histórica
Durante vários séculos, o Coliseu foi o palco principal dos chamados munera — combates de gladiadores — e das venationes, ou caças de animais exóticos trazidos de África e da Ásia. Realizavam-se igualmente execuções públicas e reconstituições de batalhas navais, as chamadas naumachiae, para as quais a arena era temporariamente inundada. O anfiteatro esteve em funcionamento como espaço de espectáculos até ao século VI d.C., quando os jogos gladiatoriais foram progressivamente abolidos após a conversão do Império ao Cristianismo.
Nos séculos subsequentes, o edifício foi utilizado como pedreira, habitação, fortaleza e, mais tarde, como local sacro associado ao martírio cristão, o que contribuiu para a sua preservação parcial.
Restauros em curso em 2026
Em 2026, o Coliseu encontra-se no centro de um ambicioso programa de restauro que tem revelado estruturas até então ocultas. Um projecto coordenado pelo atelier Stefano Boeri Interiors, com sede em Milão, concluiu recentemente a requalificação das ambulatórias do lado sul, uma área de cerca de 3 130 metros quadrados onde a fachada de arcos havia ruído ao longo dos séculos. O pavimento foi refeito com mármore travertino proveniente da Cava del Barco, em Tivoli — a mesma pedreira romana original. Foi ainda criada uma «janela arqueológica» entre os arcos 65 e 71, onde o pavimento foi intencionalmente deixado incompleto para expor as fundações e as estratificações históricas do edifício.
Paralelamente, foi reaberto ao público o Corredor de Cómodo, uma passagem privada historicamente reservada aos imperadores romanos. O acesso ao monumento é cada vez mais regulado por bilhetes com hora marcada e sistemas de controlo de fluxo, em resposta à pressão turística crescente.
Estatuto patrimonial
O Coliseu integra o Património Mundial da UNESCO desde 1980, juntamente com o Centro Histórico de Roma, as propriedades extraterritoriais da Santa Sé e a Basílica de São Paulo Extramuros. Em 2007, foi eleito uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo numa votação mundial promovida pela fundação New7Wonders. É igualmente o símbolo oficial do Ministério da Cultura italiano e figura no verso da moeda italiana de cinco cêntimos de euro.
Perguntas frequentes
Em que cidade fica o Coliseu?
O Coliseu fica em Roma, capital da Itália, no centro histórico da cidade, próximo do Fórum Romano e do Arco de Constantino.
Quando foi construído o Coliseu?
A construção começou em 72 d.C. sob o imperador Vespasiano e foi concluída em 80 d.C. pelo seu sucessor, o imperador Tito, ambos da dinastia Flávia.
Qual era a capacidade do Coliseu?
Estima-se que o Coliseu pudesse acolher entre 50 000 e 80 000 espectadores em simultâneo, distribuídos por bancadas estratificadas segundo o estatuto social dos ocupantes.
O Coliseu está aberto a visitas em 2026?
Sim, o Coliseu encontra-se aberto ao público em 2026, embora parte das obras de restauro esteja em curso. O acesso é feito com bilhete com hora marcada, obrigatório para gerir o fluxo de visitantes.
O Coliseu é Património da UNESCO?
Sim, o Coliseu integra a lista do Património Mundial da UNESCO desde 1980, como parte do conjunto do Centro Histórico de Roma.