Potências Centrais na 1ª Guerra Mundial: que países
As Potências Centrais foram a aliança militar liderada pelo Império Alemão e pela Áustria-Hungria que combateu contra os Aliados durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Para além destes dois impérios fundadores, juntaram-se posteriormente o Império Otomano e o Reino da Bulgária, formando um bloco de quatro potências. O nome "Potências Centrais" deriva da posição geográfica destes países, situados entre o Império Russo a leste e a França e o Reino Unido a oeste.
Quais eram os quatro países das Potências Centrais
A aliança era composta pelos seguintes membros:
- Império Alemão — principal potência militar e industrial do bloco, liderado pelo Kaiser Guilherme II.
- Áustria-Hungria — império multinacional cujo conflito com a Sérvia, na sequência do assassinato do arquiduque Francisco Fernando em junho de 1914, desencadeou a guerra.
- Império Otomano — aderiu à aliança em novembro de 1914, contribuindo com frentes de combate no Médio Oriente e no Cáucaso.
- Reino da Bulgária — o último a juntar-se, em outubro de 1915, reforçando a posição das Potências Centrais nos Balcãs.
Como surgiu a aliança
A base das Potências Centrais remonta à Dupla Aliança de 1879, um pacto de defesa mútua assinado entre a Alemanha e a Áustria-Hungria. Em 1882, esta aliança expandiu-se com a entrada do Reino de Itália, formando a Tríplice Aliança, concebida sobretudo como contrapeso à França e à Rússia. Contudo, quando a guerra eclodiu em 1914, a Itália invocou o caráter defensivo do tratado para se manter neutra, alegando que a Áustria-Hungria fora a agressora ao declarar guerra à Sérvia. Em 1915, a Itália acabou mesmo por entrar no conflito do lado oposto, juntando-se às Potências Aliadas em troca de promessas territoriais feitas pelo Reino Unido e pela França.
Com a saída de facto da Itália do bloco, a aliança ficou reduzida à Alemanha e à Áustria-Hungria até à entrada do Império Otomano, ainda em 1914, e da Bulgária, em 1915, consolidando-se assim a configuração final das Potências Centrais.
Porque se chamavam "Potências Centrais"
A designação não tem qualquer relação com poder político ou militar, mas sim com geografia. Os quatro países do bloco ocupavam uma posição central no mapa europeu e do Médio Oriente, espremidos entre as forças aliadas a oeste (França, Reino Unido, e mais tarde os Estados Unidos) e a leste (o Império Russo, até à sua saída da guerra em 1917-1918). Esta posição geográfica obrigou as Potências Centrais a combater simultaneamente em múltiplas frentes, uma das razões frequentemente apontadas para o desgaste progressivo das suas forças.
Que papel teve cada país na guerra
A Alemanha concentrou o essencial do seu esforço na Frente Ocidental, contra a França e o Reino Unido, e na Frente Oriental, contra a Rússia, sendo responsável pela maior parte da capacidade industrial e militar do bloco. A Áustria-Hungria combateu principalmente a Sérvia, a Rússia e, a partir de 1915, a Itália na Frente Italiana. O Império Otomano abriu frentes no Cáucaso, na Mesopotâmia, na Palestina e em Gallipoli, onde travou os Aliados numa campanha particularmente sangrenta em 1915-1916. A Bulgária concentrou-se sobretudo na Frente da Macedónia e na Sérvia, território com o qual mantinha disputas territoriais antigas.
Como terminou a aliança
O colapso das Potências Centrais ocorreu de forma sucessiva ao longo de 1918. A Bulgária foi a primeira a capitular, assinando o armistício de Salónica em setembro de 1918. Seguiu-se o Império Otomano, que assinou o Armistício de Mudros em outubro de 1918. A Áustria-Hungria, já fragmentada internamente por movimentos nacionalistas, assinou o Armistício de Villa Giusti em novembro de 1918 e dissolveu-se pouco depois nos vários estados que lhe sucederam, como a Áustria, a Hungria e a Checoslováquia. Por fim, a Alemanha assinou o Armistício de Compiègne a 11 de novembro de 1918, data tradicionalmente considerada o fim da Primeira Guerra Mundial. O Tratado de Versalhes, assinado em 1919, formalizou as condições de paz impostas à Alemanha, enquanto outros tratados, como o de Saint-Germain e o de Trianon, regularam o desmembramento da Áustria-Hungria.
Perguntas frequentes
Quantos países faziam parte das Potências Centrais?
Quatro países: o Império Alemão, a Áustria-Hungria, o Império Otomano e o Reino da Bulgária.
A Itália fez parte das Potências Centrais?
A Itália integrava nominalmente a Tríplice Aliança com a Alemanha e a Áustria-Hungria desde 1882, mas manteve-se neutra em 1914 e, em 1915, entrou na guerra do lado dos Aliados.
Qual foi o primeiro país a entrar nas Potências Centrais?
A aliança teve origem na Dupla Aliança entre a Alemanha e a Áustria-Hungria, firmada em 1879, anos antes do início da guerra.
Quando é que o Império Otomano e a Bulgária se juntaram à aliança?
O Império Otomano aderiu em novembro de 1914 e a Bulgária em outubro de 1915.
Quando terminaram as Potências Centrais?
O bloco desmoronou-se ao longo de 1918, com a capitulação sucessiva da Bulgária, do Império Otomano, da Áustria-Hungria e, por fim, da Alemanha, que assinou o armistício a 11 de novembro de 1918.