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Os Alpes: a maior cadeia de montanhas da Europa

Publicado 3. junho 2025 Atualizado 30. junho 2026

Qual é a maior cadeia de montanhas da Europa: os Alpes?

Os Alpes são, de facto, a maior e mais extensa cadeia de montanhas da Europa Ocidental e Central, estendendo-se ao longo de cerca de 1200 quilómetros, desde a costa mediterrânica do sul de França até à Eslovénia, junto ao mar Adriático. A largura do arco alpino varia entre os 150 e os 300 quilómetros, atravessando o território de oito países: França, Mónaco, Itália, Suíça, Liechtenstein, Áustria, Alemanha e Eslovénia. Importa, no entanto, uma ressalva geográfica: se forem consideradas as cadeias montanhosas de toda a Europa, incluindo a fronteira com a Ásia, tanto os Urais como o Cáucaso superam os Alpes em comprimento. Ainda assim, no contexto da Europa Ocidental e Central, e em termos de relevância histórica, cultural e turística, os Alpes mantêm-se incontestavelmente como a cadeia montanhosa de referência do continente.

Qual é o ponto mais alto dos Alpes?

O Monte Branco (Mont Blanc), situado na fronteira entre a França e a Itália, perto de Chamonix, é o pico mais alto dos Alpes e também a montanha mais elevada da Europa Ocidental. A sua altitude ronda os 4807 a 4810 metros, um valor que oscila ligeiramente de ano para ano devido à camada de gelo e neve que cobre o cume, sujeita a medições regulares por equipas de topógrafos franceses. Apenas as montanhas do Cáucaso, como o Monte Elbrus na Rússia (5642 metros), superam o Monte Branco em altitude no continente europeu, dependendo da definição geográfica utilizada para o limite entre a Europa e a Ásia.

Quantos picos têm mais de 4000 metros?

Os Alpes contam com 82 cumes que ultrapassam os 4000 metros de altitude, a maioria localizados no maciço do Monte Branco e nos Alpes Peninos, na fronteira entre a Suíça e a Itália. Entre os mais conhecidos contam-se o Monte Rosa, o Cervino (Matterhorn) e o Dom. Esta concentração de altitudes elevadas explica a importância histórica dos Alpes para o alpinismo, desporto que nasceu praticamente nesta região no século XVIII e que continua a atrair milhares de montanhistas todos os anos.

Como se formaram os Alpes?

A cadeia alpina resultou da colisão entre as placas tectónicas africana e euro-asiática, um processo geológico iniciado há dezenas de milhões de anos e que ainda hoje se mantém ativo, embora de forma muito lenta. A pressão entre as duas placas dobrou e elevou camadas de rocha sedimentar e cristalina, criando o relevo acidentado característico da região, com vales profundos escavados posteriormente pela ação de glaciares durante as várias glaciações do Quaternário.

Os glaciares alpinos e o impacto das alterações climáticas

Os Alpes têm sido particularmente afetados pelo aquecimento global, com consequências visíveis nos últimos anos. Os glaciares suíços perderam cerca de 10% do seu volume em apenas dois anos, resultado de invernos com acumulação de neve muito reduzida e verões marcados por temperaturas persistentemente elevadas. Em junho de 2026, durante uma onda de calor que afetou grande parte da Europa, os glaciares suíços registaram um derretimento particularmente acentuado, com mais de metade das estações de monitorização situadas acima dos 2000 metros a assinalar novos mínimos históricos de cobertura de neve. As projeções atuais indicam que, mantendo-se as tendências climáticas, cerca de 46% dos glaciares alpinos poderá desaparecer nos próximos 30 anos, um cenário que motivou as Nações Unidas a declarar 2025 o Ano Internacional da Preservação dos Glaciares.

Que países e regiões abrangem os Alpes?

A cadeia divide-se tradicionalmente em três grandes secções:

  • Alpes Ocidentais — entre o mar Mediterrâneo e o vale do Reno, incluindo o maciço do Monte Branco, os Alpes Marítimos e os Alpes Cocianos, partilhados sobretudo por França, Itália e Suíça.
  • Alpes Centrais — a zona mais elevada e glaciada, com destaque para os Alpes Peninos, os Alpes Berneses e os Alpes Réticos, abrangendo Suíça, Itália, Áustria e Liechtenstein.
  • Alpes Orientais — estendendo-se por território austríaco, alemão (Baviera), italiano e esloveno, até às últimas estribações junto ao Adriático, na Eslovénia.

Qual a importância turística e económica dos Alpes?

Os Alpes são uma das regiões turísticas mais visitadas do mundo, atraindo dezenas de milhões de visitantes anualmente, tanto no inverno, pelas estações de esqui, como no verão, pelo alpinismo, caminhadas e cicloturismo. Cidades e localidades como Chamonix, Zermatt, Innsbruck, Cortina d'Ampezzo e Bled (na Eslovénia) tornaram-se símbolos internacionais do turismo de montanha. A região é ainda fundamental para o abastecimento de água doce de boa parte da Europa Central, já que os seus rios — entre os quais o Reno, o Ródano, o Pó e parte do Danúbio — nascem nas suas encostas, alimentados historicamente pelo degelo sazonal dos glaciares.

Perguntas frequentes

Os Alpes são mesmo a maior cadeia montanhosa da Europa?

São a maior e mais conhecida cadeia montanhosa da Europa Ocidental e Central, com cerca de 1200 km de extensão por oito países. Em termos absolutos de comprimento, os Urais e o Cáucaso, situados mais a leste, podem superá-los, consoante a definição geográfica adotada para os limites do continente.

Qual é a montanha mais alta dos Alpes?

É o Monte Branco, com uma altitude que ronda os 4807 a 4810 metros, situado na fronteira entre a França e a Itália, perto da localidade de Chamonix.

Quantos países atravessam os Alpes?

Os Alpes estendem-se por oito países: França, Mónaco, Itália, Suíça, Liechtenstein, Áustria, Alemanha e Eslovénia.

Os glaciares dos Alpes estão a desaparecer?

Sim. Nos últimos anos, os glaciares alpinos têm registado perdas de volume muito significativas devido ao aquecimento global, com estimativas a apontar para o desaparecimento de quase metade deles nas próximas três décadas, caso as tendências atuais se mantenham.

Quantos picos dos Alpes ultrapassam os 4000 metros?

Existem 82 cumes alpinos com altitude superior a 4000 metros, concentrados sobretudo no maciço do Monte Branco e nos Alpes Peninos.

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